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Metrô de Teresina: por entre trilhos

segunda-feira, 9 de novembro de 2009 |

Por: Ana Luiza Floriano, analuizafloriano@hotmail.com


Última atualização às 18h40 (horário de Teresina)

O metrô de Teresina que mais nos remete ao trem das carochinhas infantis e que no passado fazia longínquas viagens interestaduais como a retratada na música cantada por Luis Gonzaga “Peguei o trem em Teresina pra São Luiz do Maranhão atravessei o Parnaíba ai, ai que dor no coração”. Atualmente ele, diferente dos metrôs das grandes capitais, não atende a todos os bairros da cidade e nem a necessidade dos moradores que tem na proximidade das suas casas os trilhos do trem. Mas ele tem muita história pra contar!

Raimundo Ferreira do Nascimento é autônomo e anda de metrô diariamente há doze anos, ele relata que utiliza o metrô para ir trabalhar por conta do baixo valor da passagem e até certa pontualidade, mas enfatiza “gostaria que esse transporte fosse mais valorizado. Com algumas melhorias, como ser mais limpo, mais rápido e funcionar até as vinte e duas horas.”

Já a dona de casa Francisca Azevedo da Silva, residente no bairro Ilhotas afirma que usa o metrô sempre, para voltar do centro para casa, e usa esse transporte por ser mais rápido. Como sugestão, a dona de casa afirma “um alargamento (ampliação) do metrô, seria ótimo!”

                                                      HISTÓRICO

O Metrô de Teresina foi criado em 15 de agosto de 1989, com o objetivo de implantar um transporte de alta capacidade para o aglomerado urbano de Teresina. O metrô teresinense foi uma idéia do então governador Alberto Silva.




Para reduzir os custos da obra, o projeto aproveitou ao máximo a linha férrea existente que corta Teresina, adotou trens a diesel cedidos pela RFFSA que operaram nas ferrovias do Rio Grande do Sul, e também manteve a bilota métrica já existente em suas vias.

A malha ferroviária consistiria, em sua primeira etapa, no aproveitamento de um trecho de 8,5km de Rede Ferroviária que corta a cidade de oeste para leste, e da construção de dois ramais - um na planície Itararé, iniciando e terminando na linha RFFSA com 6,9 Km, e o outro com pouco mais de 1km ao longo da Avenida Maranhão, ligando a linha de Rede na Matinha à Praça Marechal Deodoro (Bandeira) no centro da Cidade.

Estes dois ramais seriam peças essenciais do sistema, a fim de que fossem alcançados os objetivos do projeto, uma vez que procuravam atingir as duas áreas mais importantes. Seu projeto tinha como objetivo central torná-lo o principal estruturador da malha de transporte público da capital do Piauí. E isto exigia modificações nas vias urbanas e linhas de ônibus. Com esse objetivo, previa-se uma demanda de 31mil passageiros por dia e nos horários de pico uma média de 2800 passageiros.

                                                    INAUGURAÇÃO

 A linha 1 do metrô entrou em teste operacional em novembro de 1990 e foi inaugurado comercialmente no dia 5 de junho de 1991. Entretanto, faltavam-lhe:  a construção do ramal Bandeira, a construção de oito estações das quinze projetadas (nenhuma com integração) e não havia sido feito nenhuma alteração nas linhas de ônibus que promovesse como recomendado no projeto, a alimentação de transporte ferroviário.

                                                  PERFIL DOS USUÁRIOS

Hoje o metrô transporta diariamente cerca de cinco mil passageiros por dia, sendo que a maioria destes, são moradores da zona Sudeste de Teresina que precisam se deslocar até o centro e preferem este tipo de transporte por conta do preço da passagem, que é de cinquenta centavos valor bem inferior ao da passagem cobrada nos ônibus. Perfilando, nota-se que as pessoas que utilizam o metrô são pertencentes à classe baixa, em sua maioria são estudantes, camelôs, autônomos. Além do valor da passagem ser baixo, o metrô possui ainda gratuidade para idosos, deficientes, policiais e crianças com menos de doze anos de idade.

                                                  UTILIDADE PÚBLICA                                        

 O órgão responsável pelo gerenciamento, controle, operação, manutenção e fiscalização do metrô é a Companhia Metropolitana de Transportes Públicos (CMTP), empresa pública de direito privado, com patrimônio próprio e autonomia administrativa e financeira.

Ele conta com oito paradas em seu percurso, saindo inicialmente do bairro Dirceu Arcoverde II (zona Sudeste), passando pelos bairros Parque Ideal, Renascença, Boa Esperança, Ilhotas, Centro, e terminando seu percurso no bairro Matinha (zona Norte de Teresina). Com uma velocidade de aproximadamente trinta e cinco quilômetros por hora, o metrô faz treze viagens por dia, das seis às nove horas, completando um ciclo em cinquenta minutos.

De acordo com José Ruthênio, funcionário da CMTP todos os dias quando o metrô é recolhido é feito nele uma limpeza, verificam se há algo de errado ou quebrado nos vagões. Há também uma equipe de conservação de via, que são responsáveis pela limpeza e conservação dos trilhos.

                                                  EXPECTATIVA
  
A construção do Ramal Bandeira vai consolidar definitivamente o Metrô de Teresina. Com a inauguração da estação da Bandeira, há o projeto para que aumente um metrô, ou seja, dois metrôs irão circular em sentidos opostos, quando uma sair do Dirceu em direção a Praça da Bandeira, outro sairá da Praça da Bandeira em direção ao Dirceu, para isso será feito um pequeno desvio no lugar marcado para o encontro dos dois metrôs.
Tal construção vai possibilitar o aumento da atividade e acessibilidade do sistema, tornando-o mais representativo como transporte de Teresina. Além disso, vai reordenar o tráfego no centro urbano da cidade através da estruturação do setor, permitir um melhor desempenho operacional como um todo, oferecer melhor acessibilidade para a população de baixa renda no transporte coletivo; redução do tempo de viagens; possibilitar a futura integração dos subsistemas ferroviários e rodoviários e principalmente proporcionar um aumento de 194,2% na demanda do Metrô.





Pombos são uma ameaça para pessoas que transitam na Praça da Bandeira em Teresina

quarta-feira, 14 de outubro de 2009 |

Por: Idoval Graco, idovalgraco@gmail.com/giranoticia@gmail.com
Atualização: 20h39min
Nova Atualização:20h58min

Pessoas que transitam pela Praça da Bandeira, no Centro de Teresina, convivem lado a lado com uma ave muito conhecida em áreas urbanas, o pombo. O que poucos sabem é exatamente a grande quantidade de doenças que essas aves podem transmitir. Dentre as doenças transmissíveis, existe a Toxoplasmose, que pode causar cegueira, aborto até a morte, além da Histoplasmose (infecção pulmonar causada por fungos), Criptococose (inflamação no cérebro e meninges, ocasionada por fungos), Candidíase, alergias (desencadeada por penas que contém piolhos, ácaros e pulgas), são ao todo quase 30(trinta) doenças que a convivência com pombos podem causar em seres humanos.




As doenças causadas por causa dos pombos são transmitidas ao homem, principalmente, por vias respiratórias, através da inalação das fezes secas depositadas em caixas armazenadas, no chão, em beirais, em máquinas, ou em qualquer outro local defecado. Outra forma de contaminação é através dos piolhos dos pombos.

Apesar do perigo que um pombo pode acarretar, o que se ver na Praça da Bandeira são pessoas que não dão importância a possibilidade de contaminação com esses animais. Para a bióloga,Tâmara Rodrigues,a transmissão de doenças por. Parte de pombos existe, mas ela não acredita que pode ser contaminada. “Eu sei que os pombos transmitem doenças, mas estou aqui só de passagem, não acredito que eu seja contaminada com alguma doença em tão pouco tempo”, afirmou a bióloga.

Para o fabricante de sapatos, Reginaldo Vieira dos Santos, os pombos são criaturas divinas e não se deve fazer nada para tirá-los das áreas urbanas. “Os pombos são criaturas feitas pelas mãos de Deus, não estão fazendo mal para ninguém e não tenho medo deles transmitir doenças, não acredito que eles as transmitam”, conclui Reginaldo Vieira.


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